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Ministro da Administração Interna responde às perguntas dos deputados

Moção de censura do Chega ao Governo debatida hoje no Parlamento. PS abstém-se

Moção de censura do Chega ao Governo debatida hoje no Parlamento. PS abstém-se

O Parlamento debate esta terça-feira, às 15h00, a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Pedro A. Pina - RTP

Na semana passada, o Chega entregou no Parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições", relacionada com as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O líder do Chega, André Ventura, explicou que a moção tem como objetivo “censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna”.


Tendo em conta as suspeitas que recaem sobre Luís Neves, Ventura considera que se atingiu uma "situação de absoluta insustentabilidade, do ponto de vista da integridade dos poderes, da sua credibilidade e do padrão ético que deve existir em Portugal".

Esta é a 36.ª moção de censura apresentada a um Governo em democracia
. Apenas uma foi aprovada: a que derrubou, em 1987, o executivo liderado por Aníbal Cavaco Silva.
Chumbo à vista
O cenário é de chumbo da moção de censura. O PS anunciou esta segunda-feira que iria abster-se nesta votação. Na semana passada, o líder do grupo parlamentar, Eurico Brilhante Dias, confirmou que o PS não ia viabilizar a moção de censura, reiterando que não será pelo PS que haverá uma crise política.

Livre, PCP e BE já anunciaram que vão votar contra a moção de censura.
Os partidos acusam o Chega de não estar verdadeiramente interessado em obter esclarecimentos do ministro da Administração Interna e acusam o partido de Ventura de querer criar “folclore” e um “circo mediático”.

A Iniciativa Liberal também já anunciou o voto contra. Embora acredite que a permanência de Luís Neves no Governo é um "problema concreto e real", Mariana Leitão diz que a única solução é o primeiro-ministro demitir Luís Neves.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que a moção de censura “não faz sentido”, mas encara-a com “tranquilidade” e “sentido de responsabilidade”. Para Montenegro, esta moção de censura enquadra-se "numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas". Caso a moção de censura seja rejeitada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa.

O partido de André Ventura quer também abrir uma comissão de inquérito sobre Luís Neves, mas o presidente da Assembleia da República disse que irá rejeitá-la se o Chega não alterar o requerimento.
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